Poemas

poesia, romantica
Poemas Romanticos
Poemas Românticos 
As pessoas se esquecerão do que você disse... As pessoas se esquecerão do que você fez... Mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir. Só um poeta pode transmitir a emoção através das palavras que vem do coração.


Dedução
Vladimir Maiakovski 
Não acabarão nunca com o amor, nem as rusgas, nem a distância. Está provado, pensado, verificado. Aqui levanto solene minha estrofe de mil dedos e faço o juramento: Amo firme, fiel e verdadeiramente.

O Passado
O salão da frente recende a cravo. Um grupo de gente moça se reúne ali. “Clube Literário Goiano”. Rosa Godinho. Luzia de Oliveira. Leodegária de Jesus, a presidência. Nós, gente menor, sentadas, convencidas, formais. Respondendo à chamada. Ouvindo atentas a leitura da ata. Pedindo a palavra. Levantando idéias geniais. Encerrada a sessão com seriedade, passávamos à tertúlia. O velho harmônio, uma flauta, um bandolim. Músicas antigas. Recitativos. Declamavam-se monólogos. Dialogávamos em rimas e risos. D.Virgínia. Benjamim. Rodolfo. Ludugero. Veros anfitriões. Sangrias. Doces. Licor de rosa. Distinção. Agrado. O Passado... Homens sem pressa, talvez cansados, descem com leva madeirões pesados, lavrados por escravos em rudes simetrias, do tempo das acutas. Inclemência. Caem pedaços na calçada. Passantes cautelosos desviam-se com prudência. Que importa a eles o sobrado? Gente que passa indiferente, olha de longe, na dobra das esquinas, as traves que despencam. -Que vale para eles o sobrado? Quem vê nas velhas sacadas de ferro forjado as sombras debruçadas? Quem é que está ouvindo o clamor, o adeus, o chamado?... Que importa a marca dos retratos na parede? Que importam as salas destelhadas, e o pudor das alcovas devassadas... Que importam? E vão fugindo do sobrado, aos poucos, os quadros do Passado. 


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.
poemas, romantico
Poemas Romanticos

O Cântico da Terra
Eu sou a terra, eu sou a vida. Do meu barro primeiro veio o homem. De mim veio a mulher e veio o amor. Veio a árvore, veio a fonte. Vem o fruto e vem a flor. Eu sou a fonte original de toda vida. Sou o chão que se prende à tua casa. Sou a telha da coberta de teu lar. A mina constante de teu poço. Sou a espiga generosa de teu gado e certeza tranqüila ao teu esforço. Sou a razão de tua vida. De mim vieste pela mão do Criador, e a mim tu voltarás no fim da lida. Só em mim acharás descanso e Paz. Eu sou a grande Mãe Universal. Tua filha, tua noiva e desposada. A mulher e o ventre que fecundas. Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor. A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu. Teu arado, tua foice, teu machado. O berço pequenino de teu filho. O algodão de tua veste e o pão de tua casa. E um dia bem distante a mim tu voltarás. E no canteiro materno de meu seio tranqüilo dormirás. Plantemos a roça. Lavremos a gleba. Cuidemos do ninho, do gado e da tulha. Fartura teremos e donos de sítio felizes seremos.



Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...