Clarissa Corrêa

Clarissa Corrêa
Clarissa Corrêa
Sempre gostei de comemorar a virada do ano, é simbólico eu sei, mas significa um recomeço. E não tem nada melhor que recomeçar acreditando que tudo é possível. 

A gente precisa acreditar para poder viver em paz.


Então, um belo dia, tudo mudou e só você não viu. Daí se pergunta: o que aconteceu? Olha, o que aconteceu é que você não enxergava, não via, não olhava.

Nasci pra ser livre, mas preciso saber pra onde voltar. Gosto do meu aconchego, meu porto-seguro, minha paz.

Procuro respeitar e entender. Por isso, talvez eu queira ser um pouco entendida – e não julgada. E se eu brinco, ai, desculpa, minhas brincadeiras não fizeram Curso de Boas Maneiras. Elas atravessam no sinal vermelho, usam saia indecente e mascam chiclete de boca aberta. Não se sinta magoado por isso. Vou tentar melhorar, eu prometo. Nem pedi atenção, só entendimento. Nem queria mimo, só justiça. Nunca gostei de palavras mal ditas.

De qualquer forma, você será para sempre a página de um livro bom. O final, bem, o final é com você.

Como a gente muda, meu Deus. Como os sonhos mudam. Alguns foram embora, me deixaram. Outros cresceram juntinho comigo. Alguns sonhos, impacientes, fizeram as malas e se foram sem ao menos deixar uma foto como lembrança. E eu fico aqui, um pouco saudosa, tentando lembrar o que um dia eu quis.

Gosto de abraçar apertado, beijar estalado, olhar no fundo do olho até desvendar a pessoa por inteiro.

E foi então que eu descobri que os seus olhos contam histórias.

É impossível abandonar quem mudou a nossa vida para sempre. Impossível.

Para amar você precisa respirar. Junto, é claro.

O mundo fica mais bonito quando a gente carrega coisas boas no peito.

Sempre tive uma teoria: tempo é uma coisa que a gente arruma. A gente adianta o relógio, faz qualquer coisa. Ainda mais quando isso envolve quem a gente gosta.

Tenho tentado me estressar menos, sorrir mais. Carregar menos o mundo nas costas, dormir em paz.

Lembro sempre da aeromoça: “Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver ao seu lado.” Para ajudar alguém a gente precisa estar bem. Simples assim. Para amar alguém a gente precisa ter amor pra dar. E só tem amor pra dar quem se ama.

O amor só acaba quando um dos dois não tem mais força para pegar o coração do outro no colo. Com direito a musiquinha de ninar e tudo mais.

A gente percebe a importância de alguém quando esse alguém percebe exatamente a importância das coisas pra gente.

As coisas ficam diferentes quando a gente está ao lado de quem ama.

É preciso ter mais leveza para viver. E mais força para aceitar o que os dias nos trazem.

Os grandes amores sempre voltam a se encontrar – na hora certa.

Intriga dá ruga. Fofoca dá pé de galinha. Infelicidade deixa o coração capenga.

A gente deve rir mais da vida e das desgraças. É claro que às vezes a coisa enrosca, aperta, complica, pesa. Mas tem que saber dar a volta por cima, rir, rir, rir. Rir absurdamente. Rir desajeitadamente. Rir escandalosamente. Inventar um riso e rir pra ele. Inventar um riso e rir dele mesmo. Inventar e rir de si mesmo.
Clarissa Corrêa
Clarissa Corrêa

Sempre tive a seguinte filosofia: as pessoas vão até onde a gente deixa. Sou eu que coloco os limites. É você que diz até onde a outra pessoa pode ir. Ninguém pode forçar a barra ou uma situação. Ninguém pode forçar amizade, cumplicidade ou intimidade. As coisas precisam ser naturais, simples, saudáveis, afinal, todo mundo está aqui para ser feliz, para conquistar todo dia alguma serenidade.


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